Barroco's FotoPage

By: Barroco UNASP

[Recommend this Fotopage] | [Share this Fotopage]
[Archive]
Wednesday, 19-Oct-2005 00:00 Email | Share | | Bookmark
Museu de Arte Sacra

Museu de Artes Sacra
Nossa Senhora da Luz - barro cozido e policromado - séc. XVI -SP
Antonio Franscisco Lisboa (Alejadinho)-N. Srª. das Dores-Madeira
View all 12 photos...
Museu de Artes Sacra
O Mosteiro de Nossa Senhora da Luz, abriga desde 29 de junho de 1970, o museu de Arte Sacra de São Paulo.
O Museu que reune peças de antigas Igrejas de São Paulo, resultou a assinatura do convênio entre a Mitra Arquidiocesana e o Governo do Estado.
Este convênio foi recentemente renovado em nossa gestão à frente da Secretaria da Cultura.
Não há melhor forma de comemorarmos esses vonte anos do que editar este catálogo, que dará aos visitantes, uma pequena amostra do seu acervo magnífico e que representa tão bem a memória brasileira.
No ano de 1583, início da nossa colonização, como nos relata o cronista franciscano Frei Antonio de Santa Maria Jaboatão, vários franciscanos vindos na esquadra do almirante espanhol Diogo Valdez construíram nos Campos do Guarepe, a primeira capela de Nossa Senhora da Luz.
No ano de 1603, Domingos Luiz, chamado de "Carvoeiro", casado com Ana Camacho, bisneta de João Ramalho e da índia Bartira, trouxeram para a pequena capela a Imagem de Nossa Senhora da Luz, de barro cozido e policromado, imagem paulista provavelmente feita no final do século XVI.
Em 1729, Felipe Cardoso e sua mulher, descendentes de Domingos Luiz nomearam os monges do Mosteiro de São Bento como administradores da Capela.
Essa administração não durou muito tempo por falta de recursos dos beneditinos e no ano de 1765, quando o Morgado de Mateus governava São Paulo, encontrou a capela em ruínas, sendo por ele restaurada e aumentada.
Nessa época era recolhida ao Convento de Santa Tereza a Irmã Helena Maria do Sacramento que, por intermédio do seu confessor, o humilde Frei Antonio de Sant' Ana Galvão, recebeu do Governador Morgado de Mateus a aprovação para a fundação do novo Recolhimento no bairro da Luz.
Nesse local senhoras piedosas se reuniriam para viver santamente, sem proferir votos, de acordo com
determinações do Marquês de Pombal. O Recolhimento foi inaugurado solenemente em 2 de fevereiro de 1774, festa de Nossa Senhora da Luz.
No dia 8 de setembro desse mesmo ano, festa da Natividade de Nossa Senhora, no Mosteiro da Luz nasceu a comunidade das Concepcionistas, e que até hoje o habita.
Nesse sítio histórico, em 29 de junho de 1970, instalou São Paulo o seu Museu de Arte Sacra, resultante do convênio assinado entre a Mitra Arquidiocesana e o Estado, com o acervo do Museu da Mitra criado pelo ilustre Arcebispo Dom Duarte Leopoldo e Silva e peças especialmente adquiridas pelo Estado.
Compõe seu acervo um total de mais de 4.000 peças, a partir do século XVI até nossos dias, grande parte recolhida por Dom Duarte das velhas igrejas e capelas paulistas, que o progresso iria fatalmente condenando à dispersão e destruição.
Aqui se encontram peças da Igreja da Misericórdia, Nossa Senhora do Rosário, do Pátio do Colégio, de São Pedro dos Clérigos, da Antiga Sé, de Nossa Senhora dos Remédios e do Recolhimento de Santa Tereza que foram demolidas no último quartel do século XIX e início de 1900.
Faz parte do acervo do Museu, o Museu do Presépio que brevemente esperamos devolver ao seu local, sob a Marquise do Parque Ibirapuera.
Possui além disso, no seu acervo, uma coleção de moedas representativas de todo o nosso período colonial, bem como uma coleção de medalhas pontifícias, ao todo somando cerca de 9.000 peças.
Este Museu que desde os seus primórdios está intimamente ligado a nossa memória, é o digno
representante da gente paulista.

Museu de Arte Sacra dos Jesuítas

Fernão Dias Paes e Catarina Camacha fizeram testamento em 1624, doando as terras de M'Boy -hoje, Embu -para os padres do Collégio de São Paulo - Pateo do Collégio. Não Foi uma simples doação, mas legado pio e entre as obrigações dos jesuítas estava a manutenção do culto da Capela do Santo Cristo (ou do Crucifixo), fundada por Catarina Camacha na Igreja do Collégeo, e da festa de Nossa Senhora do Rosário na Aldeia de M’Boy.
Por volta de 1960 o padre Belchior de Pontes, procurando um maior conforto para os indígenas, transferiu a capela já existente nas terras doadas para outro local próximo, cercado por rios e onde o cultivo de mandioca, de trigo, de legumes e de algodão era mais promissor devido às condições do relevo e do solo mais fértil. O aumento da produção do algodão possibilitou, depois da manufatura, a exportação de tecido para o Rio de Janeiro e Bahia.
A nova Igreja edificada pelo padre Belchior de Pontes foi inteiramente concluída por seu sucessor, o padre superior Domingos Machado por volta de 1735, como conclusão dos trabalhos de ornamentação, dentre eles a douração do altar-mor e a transferência dos retábulos e de imagens da capela velha do Rosário. Esta riqueza de tratamento aplicada a Igrejas só foi possível pela prosperidade econômica alcançada por meio da produção de algodão e tecidos, o que destacou esta aldeia das demais.
Neste mesmo período e sob as orientações do mesmo superior, foi concluída a residência dos padres conjugada à igreja. Esta residência abrigou os jesuítas que vinham de São Paulo ou de aldeias próximas, com a faculdade de ministrarem missas e ajudarem nos trabalhos de catequese dos indígenas, além do conforto espiritual dado aos europeus, que aqui se instalavam, e a seus descendentes.
Tanto na residência quanto na Igreja foi preservado sua originalidade nas representações arquitetônicas e artísticas, observáveis nas paredes de taipa de pilão e nos trabalhos artísticos internos do templo, destacando-se as formas eruditas e as interpretações com sabor popular, o que se torna significativo por documentar uma linguagem que surgia entre traços dos modelos tradicionais em novas combinações sob a ótica nativa.
A pintura do teto do altar-mor é denominada "grotesco", utilizando de fortes tonalidades avermelhadas e sendo emoldurada por elementos de influencia chinesa.
Na pintura dos caixotes do teto da sacristia contém cenas simbólicas do Suplício de Cristo e também são emolduradas com desenhos de influência asiática.
Esta influência asiática do mesmo modo, pode ser encontrada no conjunto dos quatro leões funerários em madeira pertencentes ao acervo do Museu de Arte Sacra dos Jesuítas. Acervo este, que abriga uma das maiores coleções de imagens de roca do século XVIII e XIX e imagens em terracota do século XVII.
Outra peça de grande destaque que pode ser admirada no coro da Igreja é o órgão, considerado o mais antigo do Estado de São Paulo e provavelmente construído, de maneira muito rudimentar, no próprio local pelos indígenas sob orientações dos padres. Trata-se de uma preciosidade histórica por ser um instrumento pequeno portátil, de um manual, apropriado para acompanhar a celebração litúrgica, tanto na igreja como também em pequenas procissões.

Bom Estudo Para Todos


[Archive]

© Pidgin Technologies Ltd. 2016

ns4008464.ip-198-27-69.net